Sentado no escuro da varanda vais iluminando as flores amarelas com a ponta da cigarrilha. Todo o dia entre a lavoura e os rostos que viram a miséria, toda a noite entre silêncios curtos, sons de coruja, paus a quebrar. Pelo fumo da tua boca vais percebendo o apelo vegetal destas horas.

Alguém chama.

- Abri caminho dezenas de vezes para o arrasar de seguida.
- Ninguém sabe quando chega o fim da aprendizagem.

Golpeias com o estilete o que te rodeia uma dúzia de vezes. O teu bafo branco branco faz-te companhia. Tacteias-te à procura de uma certeza.

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