Serei digno de apenas pronunciar-te,
Ou resvalando os lábios plo teu nome,
Passando o fio santo que os consome,
Carnais hão-de pecar em só chamar-te?
Quem dera não errasse em ser teu filho
E alegre recebesse a tua graça
E como o caçador que absolve a caça
Me ouvisses contristado  um estribilho.
Sou teu, que posso eu sequer dizer-te?
A ti te reconheço meu Senhor.
Em nada te acrescento; o meu amor
Não pode adiantar-te ou comover-te.
Aqui estão os meus fins nas tuas mãos.
Ensina-me os meus sins com os teus nãos.


Daniel Jonas

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