quinto

Pela manhã, entre a melancolia das árvores altas e frias
Há uma sombra abandonada.
Velas abrem-se em clarões
constroem-se fantasmas
e um corpo é arrastado
por entre flores e trigo.
Por cima da cidade azul
entre as estrelas no espaço como uma nebulosa
vejo-te errante vejo-te oculta
vejo-te infinita perpetuada em fogo.
E sinto no interior dessa cidade
rugir um mar abismo profundo
e sinto que haverá uma madrugada
quando a luz tecer um arco
por onde passaremos adormecidos.


Henrique Risques Pereira
transparência do tempo

Sem comentários:

Enviar um comentário