Espera por mim às portas daquele jardim da Pérsia, da Península Arábica ou do estômago do Vesúvio. Vou aparecer-te fardado com um borrão de sangue nos colarinhos e a C96 já ensanguentada no lenço do bolso do dólmen. Depois partimos o espelho aos bocados, engolimos pelo avesso a dor dos nossos lémures e regressamos à loja de retratos.

Pouso a caneta no rebordo do tanque, engulo sete goles de conhaque, respiro o frio da manhã até se me cerrarem os dentes, finco-os no lábio a sangrar sem dor nem arrepio - só um traço doce invadindo o palato. E saco da Mauser, meu amor.


Alexandre Sarrazola
kinderszenen

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