Nem místico nem citadino nem pornográfico

o cavalo de nevoeiro no centro da taberna
a tatuagem que recebe estes corpos novos
a terra lavrada pelas garras dos tigres
a cama à meia-noite
o escritório às escuras

Nem isto nem aquilo

aterrar noutro planeta e espantado
levar todas as ideias desvairadas e
plantá-las para que dêem frutos
e contagiem todas as coisas e suas sombras

Nem luz nem tasca nem coxas

apenas dizer na oitava língua do poliglota
que todo o caminho costurado será minha tarefa,
minha pele prestidigitadora

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